domingo, 29 de julho de 2018

Cenário eleitoral indefinido reforça ainda mais a paralisia da economia

Economistas não vêem confiança suficiente nos pré-candidatos a presidência da república; Jair Bolsonaro (PSC), Geraldo Alckmin (PSDB), Ciro Gomes (PDT) e Marina Silva (Rede) para o equilíbrio da economia.
Um voo às cegas. É assim que economistas, advogados especializados em negócios e investidores definem a situação atual da economia: a pouco mais de dois meses da eleição, o cenário está tão indefinido que é difícil saber se, a partir de 2019, o Brasil terá um governo de esquerda ou direita, um presidente reformista ou disposto a ampliar ainda mais o tamanho do Estado. Diante disso, a economia, que já está em marcha lenta, deve se manter em ponto morto até outubro. É uma má notícia, já que reforça a paralisia dos setores, põe investimentos em compasso de espera e pode reduzir ainda mais as expectativas para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2018.
A lentidão da economia está evidente em relatórios como o Focus, do Banco Central, que reúne a média das previsões para o País. A previsão para o crescimento do PIB, que chegou perto de 3% em fevereiro, caiu consistentemente desde então e hoje está em 1,5%. Embora os dados já mostrem o efeito dos problemas até aqui, a eleição poderá agravar o quadro, segundo o economista Álvaro Bandeira, do Banco Modal. "Acho que podemos cair abaixo disso, ficar em 1% ou 1,2%", afirma. "É um resultado muito ruim, pois fica abaixo do nível necessário para evitar a queda da renda per capita, que é de cerca de 2,5%."
O economista-chefe do Itaú Unibanco, Mário Mesquita, também acredita que a eleição poderá ser mais um fator de estresse para a economia. No início do ano, a equipe do banco chegou a projetar cerca de 3% de avanço para o PIB nacional. Neste mês, revisou para baixo suas previsões e já trabalha com um índice inferior à pesquisa Focus, de 1,3%.
A reticência do investidor em tomar decisões é compreensível, na avaliação do advogado especializado em fusões e aquisições Carlos Mello, do escritório Souza, Mello e Torres, uma vez que o cenário político tem hoje a maior indefinição desde a campanha que levou à primeira vitória de Lula, 16 anos atrás. "Vejo que os empresários brasileiros estão reticentes em fazer associações agora, a se comprometer com resultados ou mesmo em atrair um novo parceiro", diz. "Três fundos estrangeiros procuraram um cliente meu da área de galpões logísticos. Mas ele acha que agora não é a hora de comprar terreno e fazer galpão, de colocar o capital em risco."
Depois de dois anos ruins, o mercado de fusões e aquisições esperava um avanço considerável em 2018 - de 15% ante o resultado do ano passado. As expectativas, no entanto, já foram frustradas, de acordo com Rogério Gollo, sócio da PwC, que acompanha os negócios fechados entre companhias. De janeiro a maio, houve um crescimento discreto, de 3,3%, em relação ao mesmo período de 2017. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Agência Estado


segunda-feira, 16 de julho de 2018

Impactos da biomassa na indústria cearense é tema de evento na FIEC

A Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), em parceria com o Instituto Brasileiro
do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), realiza no dia 17/7, às 14h, na Casa da Indústria, o evento Impacto da Biomassa na Indústria do Ceará: alternativas para sustentabilidade e sua interface com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).
O evento tem o objetivo de discutir e incentivar o uso de biomassa na indústria cearense, observando os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS). O estudo “Biomassa para Energia no Nordeste: Atualidades e Perspectivas”, realizado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), por meio da Associação Plantas do Nordeste (APNE), serve de base para construção de políticas públicas voltadas para discussão e incentivo ao uso de biomassa.

Serviço
Impacto da Biomassa na Indústria do Ceará: alternativas para sustentabilidade e sua interface com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS)
Data: 17/7, às 14h
Local: FIEC (Av. Barão de Studart, 1980)
Confirmação de participação: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdzpChXRyTEo3r2VPNqcCdJgZc13d16Xnj9SO4oMoxKzBjVOA/viewform

domingo, 15 de julho de 2018

Beach Park terá isenção tributária; 14 mil empregos

O protocolo de intenções assinado, na semana passada, entre Governo do Estado, Prefeitura de Aquiraz e o Beach Park isenta em 100% a empresa do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) na aquisição de máquinas, equipamentos e estruturas metálicas, além de conceder benefícios relativos ao Imposto Sobre Serviço (ISS), ao Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), bem como ao Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU). O acordo também engloba os alvarás e demais impostos e taxas municipais para a expansão do parque aquático e construção de resorts, anunciado na última sexta-feira (6) e que abrange investimentos de cerca de R$ 1,6 bilhão. Ao todo, a companhia vai gerar cerca de 14 mil empregos, dos quais 3,5 mil diretos e 10,5 mil indiretos. Governo do Estado e Prefeitura de Aquiraz informaram que ainda é cedo para medir os impactos na arrecadação de impostos.

Vainkará! Com 25 metros de altura, essa é a grande novidade do Beach Park
que teve em sua inauguração a presença de famosos. Na foto central,
Ednilo Soares (sócio) com seus convidados.
Vainkará 

Neste sábado (14), o Beach Park inaugura a 19ª atração, o Vainkará, no estilo Tornado Wave. A novidade é o primeiro equipamento da categoria da América Latina e o segundo do mundo. O visitante terá que encarar uma altura de 25 metros, passando por duas rampas que fazem parte do trajeto e deixam as boias praticamente em posição vertical. O design e cores seguem a ideia do Vaikuntudo, com as cores inspiradas no mar do Ceará.

Tráfego deve manter expansão anual de 4,5% nos próximos 20 anos, diz Embraer

A demanda mundial por transporte aéreo aumentará 2,5 vezes até 2037,
atingindo 17 trilhões de passageiros-quilômetro transportados.
A Embraer publicou hoje, durante a feira internacional de Farnborough, na Inglaterra, seu relatório com projeções para o mercado da aviação nas próximas duas décadas, abrangendo os anos de 2018 a 2037.
A companhia prevê para o período que o tráfego mundial de passageiros mantenha uma taxa de crescimento anual de 4,5%. Apesar dos choques externos, como crises financeiras e oscilações relevantes nos preços das commodities, as viagens aéreas provaram ser resistentes a rupturas econômicas, mantendo a sua tendência histórica de expansão no longo prazo, segundo avaliação da empresa. Pelas estimativas da Embraer, as regiões do Oriente Médio e da Ásia/Pacífico serão, até 2037, aquelas com as maiores taxas de crescimento no tráfego de passageiros, avançando, em média, 5,7% por ano. Em seguida, virão América Latina (5,2%), África (4,8%), Europa (3,7%), Comunidade de Estados Independentes, CEI (3,6%) e América do Norte (2,7%). A companhia calcula ainda que a demanda mundial por transporte aéreo aumentará 2,5 vezes até 2037, atingindo 17 trilhões de passageiros-quilômetro transportados (RPKs, na sigla em inglês) para todos os segmentos de aeronaves comerciais. A região da Ásia/Pacífico será o maior mercado, respondendo por 38% do RPKs do mundo. Já a Europa e a América do Norte juntas terão 37% da demanda total de transporte aéreo. A Embraer projeta que, nos próximos 20 anos, haverá uma demanda global por 10.550 novas aeronaves de até 150 assentos, o que corresponderá a um mercado de US$ 600 bilhões. As novas entregas devem ficar concentradas nas regiões da Ásia/Pacífico e da América do Norte, com 28% e 27% da demanda por aeronaves, respectivamente. A companhia prevê também que haverá uma demanda global por 8.230 jatos de até 150 assentos, considerando os investimentos em conectividade entre as cidades de médio porte. Neste segmento, as novas entregas também devem ficar concentradas nas regiões da Ásia/Pacífico e da América do Norte, com 25% e 31% da demanda por aeronaves, respectivamente. Para o segmento de aeronaves de fuselagem estreita, com 150 a 210 assentos, a estimativa é que a demanda global alcance 20.260 entregas. As regiões da Ásia/Pacífico e da América do Norte, devem responder por 38% e 20% da demanda por aeronaves, respectivamente. Segundo a Embraer, os jatos com capacidade intermediária neste segmento continuarão a dominar a demanda futura, mas espera-se um foco crescente nas aeronaves de maior porte, diz a companhia.
Agência Estado