terça-feira, 2 de junho de 2020

Empresários nordestinos são os mais impactados pela crise

Os impactos da crise causada pela pandemia da Covid-19 abalaram e chegam a ameaçar a existência de várias empresas em todo o país. De acordo com recente pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), 67% de representantes da indústria nacional podem deixar de existir nos próximos três meses. Ainda de acordo com o estudo, os empresários do Nordeste são os mais afetados do país: 83% deles afirmaram ter sofrido impacto em seus negócios, enquanto a média nacional é de 74%. As regiões Norte e Centro-Oeste foram as menos impactadas (69%). A pesquisa, realizada entre os dias 15 e 25 de maio por meio do Instituto FSB Pesquisas, ouviu 1.017 donos de empresas em todo o Brasil, distribuídos conforme a participação de cada região no PIB e em todos os segmentos, por porte e setor de atividades.
83% deles afirmaram ter sofrido impacto em seus negócios, 
enquanto a média nacional é de 74%. (Foto: Marcelo Sant'Anna)
Além de mais impactados, os nordestinos também são os mais pessimistas quanto ao futuro a curto prazo. Para 87% deles, o cenário para os próximos seis meses é de forte retração. A média nacional dos que acham o mesmo é de 79%. Considerando os próximos dois anos, a avaliação, entretanto, já é mais equânime entre todas as regiões. (52% no Nordeste, 51% no Sul e 49% no Sudeste, por exemplo).  O economista João Rogério Alves Filho, sócio-diretor da PPK Consultoria, ressalta o fato de a pesquisa retratar não dados estatísticos, de faturamento ou arrecadação. “É de expectativas e estas não são realmente boas. No mais longo prazo, entretanto, 76% do empresariado acredita que haverá manutenção e expansão do segmento. Se olharmos em um contexto de absoluta pressão não me parece que para este médio prazo seja algo pessimista pois o Nordeste acompanha a média nacional com a diferença de um ou dois pontos, com margem de erro”, explica.  
João acredita que, no Nordeste, há uma preocupação maior quanto à sobrevivência a curto prazo pois trata-se de um perfil de participação menos representativo no Brasil em relação às outras regiões. “Isto implica na existência de um número menor de arranjos produtivos, de associações e, em um momento como este, estes são fatores muito importantes”, afirma complementando que o próprio porte das indústrias instaladas na região não as coloca na primeira linha de visão dos agentes do governo federal, BNDES, dentre outros. “Uma indústria de médio ou grande porte no Nordeste é equivalente a uma de pequeno médio porte do Centro Sul. Isto traz dificuldade de acesso a programas, a crédito, enfim. A relação destas empresas com o sistema financeiro é de menor representatividade e o menor em todo o segmento tende a sentir-se mais ameaçado”, afirma.

Regionalmente, o economista analisa que o segmento relacionado à agroindústria é o menos pessimista e que, exatamente por isso, as regiões onde ele é mais representativo no país, como Centro Oeste e Sul, estão liderando no otimismo. Da mesma forma, a indústria frigorífica, mais voltada à exportação, também tem se mostrado assim. “Lembrando que é um nível de otimismo não fantasioso, que tem se mostrado aderente à realidade quando cruzado com dados de março a abril, já lançados”, afirma. A indústria de bens de capital, por outro lado, possui maior pessimismo por ser mais dependente de um rápido aquecimento da economia. 

Para ele, circula entre estes dois polos a construção civil, que aguarda manifestações mais claras do governo federal quanto a possíveis medidas anticíclicas.  Sobre a situação de Pernambuco deste segmento, que tem se manifestado de forma expressiva, João acredita que a preocupação tem suas razões. “No segundo semestre do ano passado, houve a retomada de crescimento em São Paulo. Quando iria chegar aqui, veio março de 2020. E foi uma grande ducha de agua fria, de modo que o setor não conseguiu sequer provar o gostinho desta retomada”, explica. 
De acordo com a pesquisa nacional da CNI, 22% das empresas acreditam que só conseguirão continuar a funcionar por mais um mês e 45% por mais três meses. A advogada Paula Lôbo Naslavsky, especialista na área de reestruturação de empresas e recuperação judicial do escritório Da Fonte, Advogados, afirma que, independente do grau de comprometimento das empresas, o responsável por ela não deve esperar passar a pandemia para fazer seus planejamentos, analisar os impactos que sofreu e quais medidas adotar. “Como a crise é geral, todos têm que tentar negociar com quem têm relação comercial. Os bancos, por exemplo, já estão começando a não judicializar tanto. O que não se deve é esperar que a situação se agrave. Há muitas ferramentas para minimizar danos e retirar a onerosidade excessiva dos contratos”, explica. Em situações mais críticas, em que é necessária a recuperação judicial, há também ferramentas mais úteis e adequadas ao momento. Ela afirma que, por enquanto, ainda não foi verificado um crescimento no número destes casos, o que acontecerá daqui a dois ou três meses. “É normal que isto aconteça. As mais afetadas, buscarão”, explica.
Sobre a negociação dos contratos atuais, a advogada explica que há o projeto de lei 1.397/2020, aprovado na Câmara, na semana passada, ainda a ser aprovado no Senado, com normas transitórias que apoiam empresas em crise. “Entendo, entretanto, que há atualmente em vigor ferramentas jurídicas que servem perfeitamente para defender interesses de empresas em situações delicadas. Além disso, há as mediações, arbitragem e a própria conciliação”, finaliza.

Impacto da pandemia nos negócios das empresas nordestinas:

Muito afetados – 61%
Afetados – 22%
Mais ou menos afetados – 9%
Pouco Afetados – 6%

Perspectivas para a economia nordestina nos próximos 6 meses:

Forte expansão – 1%
Expansão – 4%
Manutenção – 6%
Retração – 42%
Forte retração – 45%

Perspectivas para a economia nordestina nos próximos 2 anos:

Forte expansão – 5%
Expansão – 36%
Manutenção – 33%
Retração – 19%
Forte retração – 3%

Fonte: CNI

segunda-feira, 1 de junho de 2020

Band Ceará de cara nova!

A Rede Bandeirantes de Televisão (Band) retomou sua programação em Fortaleza/Ce à partir de hoje, 01/06. A frequencia é a mesma 20.1 digital e passa a integrar ao grupo de emissoras denominados de Band Nordeste cujo comando é da Band Bahia e tem o competente Augusto Correia Lima na superintendencia. A emissora paulista (e nordestina) deverá ter nova direção em Fortaleza e produzir conteúdos para a rede. A Band era retransmitida na capital cearense pela Nordestv que sai do ar nesta frequencia mas, deverá fazer parte da grade da Multiplay que tembém pertence ao Sistema Jangadeiro de Comunicação.

quinta-feira, 28 de maio de 2020

Latam avalia pedir recuperação judicial no Brasil, nos Estados Unidos e no Chile

A frota da LATAM Airlines Brasil é composta por
332 aeronaves da Airbus e Boeing.
Sofrendo com a crise decorrente da pandemia da covid-19, a Latam estuda pedir recuperação judicial no Brasil, nos Estados Unidos e no Chile, apurou o Estadão/Broadcast. O pedido triplo visaria acomodar dificuldades que tem por ser uma empresa chilena, mas com a maior parte de suas operações no Brasil. Ao acessar o Chapter 11 da lei de falências americana, a companhia aérea ainda encontraria uma saída para negociar compromissos com arrendadores de aeronaves, o que não é possível pela lei de recuperação judicial brasileira.
Procurada, a Latam informou não comentar especulações. Disse ainda que, "se o grupo tivesse algo a comunicar, em particular, fatos que se exigem relatar, em primeiro lugar, às autoridades reguladoras, isso seria feito por meio de canais formais, pela responsabilidade que tem perante as autoridades, seus funcionários e o público em geral".

Dificuldades
A Latam é vista como uma das aéreas com maior dificuldade para atender as condições de acesso ao pacote emergencial para o setor aéreo que está sendo preparado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), na avaliação de especialistas. Isso porque não tem capital aberto no Brasil, o que dificultaria seu acesso ao modelo de auxílio que está sendo estruturado.
Em Brasília, há ainda a interpretação de que, por se tratar de uma empresa chilena, Santiago deveria ajudar no socorro da empresa. No Chile, porém, há uma dificuldade extra: o presidente Sebastián Piñera já foi acionista da companhia e é próximo à família Cueto, controladora da empresa. Uma ajuda financeira à Latam poderia, portanto, não ser bem recebida no país.
Segundo apurou a reportagem, a companhia contratou recentemente o banco PJT Partners para ajudá-la na reestruturação de sua dívida. Há 15 dias, a empresa deixou de honrar compromissos relativos ao serviço de uma de suas dívidas, vencidos em 15 de maio.
Diante da inadimplência, as agências de classificação de risco de crédito Fitch e S&P rebaixaram a nota da empresa na última sexta-feira. Em relatório, a Fitch destacou que a Latam tem um período de carência de 15 dias para realizar o pagamento, mas que não estava claro se a companhia pretendia cumprir com a obrigação ou se iria iniciar um processo de reestruturação de dívida maior.
Já os analistas da S&P escreveram que "as preocupações com uma reestruturação da dívida ou um pedido de falência estão aumentando".
Em março, o UBS havia afirmado, em relatório, que a Latam era a companhia aérea com atuação no mercado doméstico mais vulnerável à crise.
Segundo cálculos do banco, o caixa da empresa deveria ficar negativo já neste segundo trimestre com a redução dos voos em 70%, corte anunciado pela Latam à época. A Avianca era outra empresa em situação semelhante, escreveram os analistas do UBS.
Com Diário do Nordeste


sexta-feira, 25 de outubro de 2019

JM Aduaneira recebe certificação internacional

Equipe JM Aduaneira. Em primeiro plano, Augusto Fernandes (CEO)
A JM Aduaneira conquistou a certificação de qualidade ISO 9001:2015, que garante a eficácia do Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ) em padrão internacional. A empresa foi avaliada por uma certificadora alemã e uma consultoria brasileira. 
Durante a auditoria, foram avaliados diversos setores da empresa para analisar o cumprimento dos critérios de qualidade e segurança em padrões internacionais. Há 15 anos no mercado, a JM Aduaneira é uma das principais empresas de assessoria em Comércio Exterior do Norte e Nordeste do país a investir na capacitação de seus colaboradores e no gerenciamento e melhoria constante de suas práticas.
Segundo Augusto Fernandes, CEO da empresa, as principais vantagens da acreditação na empresa é a segurança que os clientes podem ter em relação aos serviços. "Esse reconhecimento confirma nosso compromisso com a qualidade na gestão e atendimento aos clientes. Com processos definidos, otimizamos tempo e garantimos segurança aos nossos clientes", destaca.
Augusto reforça, ainda, que as rígidas normas internacionais ajudam na gestão da empresa e impulsionam à elaboração de indicadores para análise técnica para ganhos dos clientes, direcionando à redução de custo com mais inteligência estratégica, padronizando fluxogramas que ajudam na resolução de problemas.

Qualidade atestada
Segundo a International Organization for Standardization (ISO), a implementação de um Sistema de Gestão da Qualidade baseado na ISO 9001 permite que a empresa adquira a habilidade de prover produtos e serviços que vão ao encontro dos requisitos legais, regulatórios e do cliente de forma consistente; dê respostas mais rápidas a riscos e oportunidades que aparecem frente ao seu contexto e objetivo de trabalho; demonstre conformidade com os requisitos do Sistema de Gestão da Qualidade especificado e aumente suas oportunidades de satisfação do cliente.
Reconhecida mundialmente, o propósito da ISO é desenvolver e promover normas que possam ser utilizadas igualmente por todos os países, sem impor uniformidade na estrutura de sistemas de gestão da qualidade ou uniformidade da documentação, podendo variar de organização para organização. No todo, a gestão da qualidade à qual se refere a ISO 9001 segue aos seguintes princípios: foco no cliente; liderança; engajamento de pessoas; abordagem baseada em processos; melhoria; tomada de decisões baseada em evidências e gestão de relacionamentos.

JM Aduaneira
A JM Aduaneira, tem 15 anos de experiência no mercado e integra o ranking das maiores e melhores empresas de Despacho Aduaneiro do Nordeste e o maior do estado em despacho na importação de eletrônicos. 
Grande parte das exportações, em especial, importações movimentadas nos portos cearenses contam com o trabalho da JM, que já atuou no despacho de produtos das áreas farmacêutica, varejo, tintas, bebidas, cargas-projetos, energias renováveis, entre outros.
Fonte: Assessoria de Comunicação

quinta-feira, 24 de outubro de 2019

Grande mancha de óleo chega à praia de Canoa Quebrada

(Foto: reprodução Prefeitura de Aracati)
A praia de Canoa Quebrada, em Aracati, um dos principais polos turísticos do Ceará, foi atingida por uma grande mancha de óleo no fim da tarde desta quarta-feira, 23. A Prefeitura do Município informou que a Marinha, por meio da Capitania dos Portos de Aracati, retirou cerca de 700 quilos de óleo da praia. O material foi recolhido pela Prefeitura e será encaminhado para análise em Fortaleza.
A informação foi confirmada, nesta manhã, pela Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace). Nas primeiras horas da madrugada, houve mobilização de órgãos da Prefeitura de Aracati, Marinha do Brasil, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e voluntários para remover o petróleo cru. A substância atinge todo o litoral do Nordeste brasileiro há mais de 50 dias, desde o dia 30/8 – quando chegou a Paraíba.
"O restante do óleo que se visualizou ontem no mar não chegou a encalhar na faixa de praia, mas poderá ocorrer hoje à tarde ou pode estar encalhando em outras praias vizinhas de municípios da região", informou a Prefeitura.
"Agora pela manhã as praias na faixa do município de Aracati estão limpas, porém, nosso monitoramento continua com auxílio da comunidade e, a qualquer momento, nossos meios e pessoal podem ser acionados para retirada que mais óleo", acrescenta a administração municipal.
De acordo com a assessoria de imprensa da Semace, o órgão ambiental espera receber hoje uma tonelada e meia de petróleo cru recolhidas das águas do oceano Atlântico que se inserem no litoral de Aracati, no leste cearense. A substância será destinada aos fornos da fábrica de cimento Apodi. Até agora, 1350 litros de óleo recolhidos em uma parte do Ceará foram usados como combustível na indústria sediada em Sobral.
Com Jornal O Povo

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Presidente eleito da FIEC recebe gestor de centro tecnológico de Portugal

Presidente da FIEC recebe  o diretor geral do Centro Tecnológico das
Indústrias Têxtil e do Vestuário de Portugal (Citeve), Antônio Braz
 
O diretor geral do Centro Tecnológico das Indústrias Têxtil e do Vestuário de Portugal (Citeve), Antônio Braz Costa, foi recebido hoje (14/8) pelo presidente eleito da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), Ricardo Cavalcante. Costa estava acompanhado do presidente do Sindiroupas, Lélio Matias; e do analista do Sebrae, Ivan Moreira. Braz Costa veio à Fortaleza participar do Seminário de Desenvolvimento da Indústria da Moda do Ceará, que aconteceu no dia 13/8. O evento foi realizado através de parceria da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), Sindroupas, Sindconfecções e o Sindcal. Na ocasião, o diretor do Citeve fez uma apresentação do case de sucesso da marca "Made in Portugal", que alcançou notoriedade e reputação internacional.
O Citeve é instituição de referência nacional e europeia para a promoção da Inovação e Desenvolvimento Tecnológico das Indústrias Têxtil e do Vestuário, sendo uma entidade privada, de utilidade pública e sem fins lucrativos. Em atividade desde 1989, tem como missão o apoio ao desenvolvimento das capacidades técnicas e tecnológicas das indústrias têxtil e do vestuário, através do fomento e da difusão da inovação, da promoção da melhoria da qualidade e do suporte instrumental à definição de políticas industriais para o setor. Os laboratórios do Citeve dispõem das mais avançadas tecnologias e de recursos humanos altamente qualificados e estão acreditados pelo IPQ para mais de 446 ensaios, segundo cerca de 900 normas, efetuando anualmente cerca de 150 mil ensaios. 
Fonte: Assessoria de Imprensa SFIEC

terça-feira, 16 de julho de 2019

Cabotagem de contêineres cresce 56% no Pecém

De acordo com Danilo Cerpa, CEO da Cipp S/A o crescimento na movimentação
de cargas conteinerizadas tem sido recorrente desde o inicio do ano.
A cabotagem de contêineres, movimentação entre portos brasileiros, registrou alta de 56% no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp). A alta nos embarques gerais também subiu, neste caso, em 15%. Os dados se referem ao primeiro trimestre de 2019 em comparação a igual período do ano passado.
O CEO da Companhia de Desenvolvimento do Cipp S/A, Danilo Serpa, diz que o crescimento na movimentação de cargas conteinerizadas tem sido recorrente desde o início deste ano. Para ele, isso mostra a consolidação do porto no envio de mercadorias para outros estados e países.
"O incremento de 56% foi resultado de um trabalho intenso que tem sido feito por nossa equipe, que vem buscando novos clientes, novas rotas para o Estado. A linha para o Mediterrâneo, que começa agora na safra de frutas em agosto, é prova do espaço que o Pecém está conquistando como um hub port (porto de distribuição de cargas) do País", afirma.
Segundo a MSC, que promove a rota marítima para o Mediterrâneo a partir do segundo semestre, o foco "será o transporte de frutas frescas, em especial melão, produzido em Mossoró, e manga e uva, produzidas, principalmente, no Vale do São Francisco".
Na nova rota, as frutas frescas irão para a Espanha, diretamente para Valência nove dias após sair do Pecém, para Barcelona (depois de 11 dias), e para Itália, nos portos de Genoa (13 dias), Livorno (15 dias), Gioia e Tauro (16 dias). A expectativa é que o aumento seja de 30% em relação ao total movimentado pela linha na safra de 2018.
Fonte: O Povo

Nordeste tem maior quantidade de assentos em voos para Europa da história

L egenda:   TAP é uma das empresas com o maior número  de  assentos  entre o   Nordeste  e a Europa Foto:   Renato Bezerra Cinco capitais no...