quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Obstáculos elevam custos em até 20% em portos do CE

O Porto do Pecém, em São Gonçalo do Amarante, 
é um grande exportador de placas de aço.
Foto: Natinho Rodrigues
Um documento elaborado pela Câmara Setorial de Logística do Ceará (CSLog), e obtido com exclusividade pelo Sistema Verdes Mares, aponta diversos entraves nos Portos do Pecém, em São Gonçalo do Amarante, e do Mucuripe, em Fortaleza, que emperram os processos de exportação e de importação de mercadorias. Segundo especialistas, os custos dessas deficiências estruturais e de pessoal refletem diretamente nas receitas das empresas e, consequentemente, nos preços dos produtos para os consumidores. Cálculos indicam aumento de até 20% no custo para vender ao exterior a partir dos portos cearenses.
“O maior problema que eu acho é a inexistência de um plantão 24 horas, de segunda a segunda, nos dois portos. Quando chega um navio na sexta-feira, não há como descarregar porque não tem gente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Um navio parado é cerca de US$ 21 mil que o operador portuário paga que no fim quem arca é o consumidor. É um absurdo isso porque eles não têm reposição de gente. É uma série de fatores que eles precisam solucionar e que o setor produtivo não pode ficar a mercê de uma legislação interna”, declara o presidente da CSLog e coordenador do Núcleo de Infraestrutura da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), Heitor Studart.
Segundo Studart, muitos navios que passam pelo Ceará precisam atracar em outros portos, como Suape (PE), Rio de Janeiro (RJ) e Santos (SP) porque não há expediente dos órgãos anuentes nos fins de semana no Pecém e no Mucuripe. “Os navios estão passando direto para outros portos porque não tem plantão sábado e domingo. Quanto é o prejuízo disso para a economia cearense? Depois essa carga vem via modal rodoviário. O prejuízo é incalculável. Muitas cargas vivas, como peixes, ficam confinadas em pequenos reservatórios aguardando o pessoal dos órgãos chegar na segunda-feira. Morre metade da carga”. 

Por 
Com DIÁRIO DO NORDESTE

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Ceará é o segundo maior exportador brasileiro de pás e geradores eólicos

As pás e geradores eólicos representam a totalidade das vendas ao exterior,
sendo o valor exportado pelo Ceará o 2° maior do país.
O ano de 2018 encerrou com o Ceará ocupando a posição de segundo maior estado exportador do setor de energias renováveis do Brasil. Ao longo do ano, o segmento enviou ao exterior US$ 63,2 milhões, valor que representa um crescimento de 146,8% em relação ao montante exportado em 2017. Os dados são do estudo Ceará em Comex, realizado pelo Centro Internacional de Negócios da FIEC.  
O estado também é notável em consumo no exterior. Foram importados pelo Ceará US$ 89,7 milhões, 4° maior valor do país, tendo crescido 480,6% entre 2018 e 2017. Percebe-se assim que atuação do estado no comércio de insumos utilizados na produção de energias limpas se consolida a cada ano.
As pás e geradores eólicos representam a totalidade das vendas ao exterior, sendo o valor exportado pelo Ceará o 2° maior do país. Os Estados Unidos compraram a maior parte, com US$ 47,6 milhões, enquanto a Alemanha, que ficou em segundo, importou US$ 15,3 milhões. O montante adquirido pelo mercado americano, no setor, cresceu mais de 9000 pontos percentuais comparando-se a 2017.
Em relação às importações, o item mais comprado foram células fotovoltaicas, que totalizaram US$ 60 milhões, o que representa um aumento de mais de 100 vezes em comparação ao montante do produto em 2017. Em seguida, estão as partes de outros motores, cujo Ceará totaliza US$ 27,7 milhões em aquisições. O maior fornecedor é a China, que vendeu ao estado cearense US$ 79,8 milhões. O parceiro asiático, que vem aumentando sua importância, avançou suas vendas ao Ceará em 2435% no período analisado.
Fonte: Assessoria de comunicação FIEC

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Sedet recebe potenciais investidores em energia solar

Investidores do grupo Sol Poente em reunião com os secretários
Maia Júnio (Sedet) e Arialdo Pinho (Turismo) discutindo projeto
de Energias Renováveis para o município de Caucaia/Ce.

O Secretário do Desenvolvimento Econômico e Trabalho do Ceará (Sedet),  Maia Júnior, recebeu em seu gabinete representantes da empresa Sol Poente Energias Renováveis que tenta viabilizar projeto para  instalação de uma usina solar no município de Caucaia capaz de produzir 65 MegaWatts de energia.
Os investidores pretendem adquirir um terreno de 140 hectares da Companhia de Desenvolvimento do Ceará (Codece), vinculada à Sedet, às margens da BR 222, onde pretendem instalar em várias fases do projeto 180 mil módulos fotovoltaicos. A primeira fase do empreendimento tem previsão de investimento de R$ 33 milhões para produção de cinco MegaWatts.
De acordo com o engenheiro e consultor técninco do projeto, Augusto Oliveira, oito parceiros vão participar do projeto, incluindo a fornecedora de painéis solares Canadian Solar. “O projeto está em fase avançada, restando basicamente resolver questões jurídicas para a aquisição plena do terreno em Caucaia, que pertence à Codece”, observou.
O secretário Maia Júnior pediu à Codece pressa na resolução dos entraves para a negociação do terreno. “Energias renováveis é uma das nossas prioridades. Queremos nos próximos anos retomar a liderança nacional nesse segmento. Nossa missão aqui é facilitar ao máximo a vida do investidor” ponderou.
Na avaliação do secretário não deve ocorrer problemas em relação ao terreno, que está ocioso, pois a provável negociação “vai trazer recursos extras para o caixa do Governo, gerar empregos e elevar a produção de energia renovável no Ceará”. Maia Júnior, contudo, sugeriu aos investidores que pensassem também em atrair  indústrias de painéis solares para o Ceará.
Fonte: Assessoria de Comunicação da Sedet

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Exportações do setor têxtil cearense apresentam queda em 2018

O saldo comercial se mantém negativo, mas, devido à queda
do valor exportado acompanhada de uma redução ainda
maior das importações, exibiu uma alta de 9,4%.
Apesar da leve queda de 7,3%, em comparação à 2017, as vendas externas do setor têxtil cearense em 2018 apresentaram um valor alto, contabilizado em US$ 35,1 milhões. Nas importações, também pode-se observar uma retração de 8,8%, totalizando US$ 125,7 milhões. O saldo comercial se mantém negativo, mas, devido à queda do valor exportado acompanhada de uma redução ainda maior das importações, exibiu uma alta de 9,4%. Na análise dos produtos, percebe-se que ”tecidos de cujo algodão represente menos de 85 % do peso” mantém a liderança nas exportações, com 56,3% do total das vendas externas, US$ 19,7 milhões ao todo. Os dados são do estudo setorial Ceará em Comex sobre o segmento têxtil, realizado pelo Centro Internacional de Negócios da FIEC, relativo ao período janeiro-dezembro de 2018.
Já no âmbito das importações, a liderança fica com “Fios texturizados de poliésteres, crus”, contabilizando US$ 13,1 milhões. A Argentina é o principal destino das exportações, sendo responsável por 38,6% das vendas externas têxteis cearenses, com um total de US$ 13,5 milhões. A Colômbia, por sua vez, segunda colocada, demonstrou um significativo aumento, de 204,9%, com US$ 3,59 milhões comprados do Ceará em 2018.
A China possui a liderança como principal fornecedor do Estado, com US$ 58,8 milhões. Vale destacar a crescente relação da Índia e do Equador com o Ceará, que se materializou num aumento nas importações de 92,5 e 113,3 pontos percentuais, respectivamente.
Saiba mais
O Centro Internacional de Negócios auxilia as empresas na inserção no mercado internacional, promovendo a cultura exportadora no Estado do Ceará. O CIN faz parte da Federação das Indústrias do Estado do Ceará - FIEC, que junto com Serviço Social da Indústria - SESI Ceará, Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - SENAI Ceará e Instituto Euvaldo Lodi - IEL Ceará formam o Sistema FIEC.
Fonte: Assessoria de Comunicação FIEC

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Vila Galé anuncia aumento de 20% no faturamento das unidades do Brasil em 2018

Vila Galé Touros/RN inaugurada em setembro de 2018 com 514 acomodações,
infraestrutura de lazer completa e um investimento de R$ 150 milhões de reais
.
A Vila Galé, maior rede de resorts do país, anuncia faturamento de R$ 318 milhões de reais no ano de 2018 nas suas nove unidades no Brasil. O valor representa um aumento de 20% em comparação ao faturamento do ano anterior, que foi de 265 milhões de reais. No ano anterior, foram contabilizados 535 mil quartos ocupados, cerca de 8% a mais que em 2017.

“Os resultados positivos são reflexos da estratégia adotada pela Vila Galé em 2018, com foco nas inovações no entretenimento e na oferta gastronômica, bem como no investimento e lançamento de novos projetos. Em 2018, lançamos um novo conceito de alimentação, o restaurante Massa Fina, que tornou-se uma submarca do grupo; renovamos o Clube Nep (área kids) de algumas unidades, incluindo trampolim do NEP; criamos o “Espaço Galera”, para os adolescentes e, também, inauguramos o maior resort all inclusive de todo o Rio Grande do Norte. Ao todo, foram investidos cerca de R$ 20 milhões de reais em renovações e remodelações. Para este ano, estamos preparando diversas inovações em nossas unidades e passaremos a ter novos produtos a serem oferecidos ao público”, enfatiza José António Bastos, Diretor de Operações Brasil.

Em 2018, os brasileiros mantiveram-se como o principal público nos hotéis Vila Galé no Brasil, representando cerca de 88% do total, seguidos da Argentina e Portugal. No território brasileiro, foram criados cerca de 400 novos postos de trabalho.
Já em Portugal, onde a rede detém 23 hotéis, o grupo teve receita de 112 milhões de euros, que comparam com os 106 milhões registados no exercício anterior. No ano passado, no mercado nacional, contabilizaram-se cerca de 977 mil quartos ocupados, em linha com 2017.
Em termos de resultados globais, os 32 hotéis da Vila Galé alcançaram um volume de negócios de 184 milhões de euros em 2018, mais 6% do que em 2017.

Novos Projetos: Seis unidades devem ser inauguradas

Jorge Rebelo, presidente da rede Vila Galé em entrevista publicada neste blog,
anunciava seu próximo investimento no Brasil: Bahia!
Após o lançamento do Vila Galé Touros, o maior resort all inclusive do Rio Grande do Norte, com 514 acomodações, infraestrutura de lazer completa e um investimento de R$ 150 milhões de reais, a rede Vila Galé anuncia novos projetos em São Paulo e na Bahia. 
O Vila Galé Costa do Cacau, localizado nas proximidades de Ilhéus, na cidade de Una, litoral da Bahia, deverá entrar em operação em 2021 e terá 467 unidades habitacionais. O resort será all inclusive e deverá seguir o mesmo padrão dos demais, com investimento previsto de R$ 150 milhões de reais.
Outra novidade é a chegada do grupo à São Paulo com o hotel Vila Galé Paulista. Com foco no público corporativo, o empreendimento terá 110 unidades habitacionais e um investimento estimado de R$ 80 milhões de reais.

Já em Portugal, a rede breve a abertura do Vila Galé Collection Elvas, no Alentejo, em abril deste ano, com investimento estimado de mais de oito milhões de euros. E também a primeira fase do Vila Galé Douro Vineyards, em Lamego, inicialmente com sete quartos que, na segunda etapa, prevista para 2020, passarão a 49, num investimento total a rondar os dez milhões de euros.
No último trimestre de 2019, também está prevista a inauguração do Vila Galé Serra da Estrela, em Manteigas, primeiro hotel de montanha do grupo, com investimento superior a dez milhões de euros.
Já em 2020, a rede deve concretizar a abertura do Vila Galé Alter Real, no Alentejo, em Portugal.
Ao todo, a rede Vila Galé planeja contar com 38 unidades no mundo em 2021.


Sobre o Grupo Vila Galé
Vila Galé é responsável pela gestão de 32 unidades, sendo vinte e três em Portugal e nove no Brasil (Angra dos Reis/RJ, Rio de Janeiro/RJ, Fortaleza/CE, Guarajuba/BA, Salvador/BA, Cabo do Santo Agostinho/PE, Touros/RN e duas em Cumbuco/CE). Atualmente com cerca de 3.200 funcionários, o Grupo detém a maior rede de resorts do país. Em 2018, a rede Vila Galé teve faturamento de ‎€ 184 milhões de euros, considerando todas as unidades hoteleiras no mundo.  A rede ainda prevê a abertura de novos hotéis no Brasil, nomeadamente Vila Galé Costa do Cacau, em Una (BA) e Vila Galé Paulista, em São Paulo (SP). Já em Portugal, as novas unidades são Vila Galé Elvas, no Alentejo; Vila Galé Serra da Estrela, em Manteigas; Vila Galé Douro Vineyards, em Lamego e Vila Galé em Alter do Chão, região de Portalegre. Saiba mais sobre os hotéis Vila Galé no Brasil e Portugal em www.vilagale.com

Fonte: Assessoria de Comunicação Brasil

domingo, 13 de janeiro de 2019

Empresa de calçados planeja ampliar fábrica em Alagoinhas

Vitor Reichelt, CEO do grupo Malu Calçados, em audiência 
como governador Rui Costa e a secretária de Desenvolvimento
Econômico, Luiza Maia durante anuncio de ampliação do grupo.
A Malu Calçados, que fica no município de Alagoinhas, planeja ampliar unidade fabril. A notícia foi anunciada pelo CEO do grupo, Vitor Reichelt, em audiência com o governador Rui Costa e a secretária de Desenvolvimento Econômico, Luiza Maia, na quinta-feira (10). A intenção é aumentar a produção de calçados em 30% e está previsto gerar 250 novos empregos diretos.
O governador orientou a empresa a apresentar um plano de negócios à SDE e Desenbahia, para um futuro financiamento do projeto de ampliação. Em paralelo, a empresa vai apresentar à secretaria projeto solicitando a dilação de prazo dos benefícios fiscais, em função da ampliação.
De acordo com o gerente da unidade baiana, Josemar Ody, a capacidade de produção atual da empresa é de 10 mil pares diários. Com a ampliação, subirá para 13 mil por dia. Metade da produção é exportada e 50% restante vai para o mercado interno. "Vimos uma janela de oportunidades nas exportações e temos espaço no mercado para crescer 30%. A ampliação é fundamental para que consigamos alcançar essa meta”, explica.
Luiza Maia comemorou o que chamou de segunda boa notícia do setor calçadista nesta semana. A primeira foi uma nova unidade da Suzana Santos em Itapetinga. “O setor calçadista é um dos prioritários no Estado. Gera muito emprego, adensa a cadeia produtiva, movimenta a economia das cidades onde o segmento está presente e tem dado resultados positivos ao estado”, afirma a secretária.
A Malu Calçados está na Bahia desde 2016 e fabrica calçados femininos. A Europa é o principal mercado consumidor da empresa. Estados Unidos e Ásia também são clientes da marca. Além de fabricarem produto próprio, fazem terceirização para marcas como Arezzo, Mr. Cat, Sonho dos Pés, Renner, entre outras.
Com Tribuna da Bahia

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Ceará tem duas praias entre os destinos em alta para 2019, segundo MTur

Praia de Canoa Quebrada fica no litoral de Aracati/Ce.
Sempre se destacando em sites de busca durante feriados e períodos de alta estação, o Ceará emplaca mais uma vez dois destinos entre os mais procurados em 2019, segundo o Ministério do Turismo (MTur). As praias de Canoa Quebrada e Jericoacoara são as localidades cearenses em alta citadas pelo ministério.
"O Ceará, assim como a Bahia, com suas praias paradisíacas, não sai de moda. Fortaleza, é o novo centro regional de conexões, inclusive internacionais", destaca o MTur. Sobre a costa leste, o ministério enaltece diversidade de praias com opções que vão de parque aquático às dunas e falésias. Já sobre o litoral oposto, o destaque fica por conta de Jericoacoara, com seu novo aeroporto, onde chegam turistas do mundo todo ao Parque Nacional de Jericoacoara.
Jericoacoara está localizada no município de Jijoca/Ce.
Ainda no Nordeste, também são alvos dos turistas em 2019 a Rota das Emoções, juntamente com o Delta do Parnaíba (PI) e o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses (MA). "Os três destinos integram o roteiro repleto de atrativos naturais e opções de esportes radicais, além da gastronomia e do artesanato", pontua o MTur.
Na região Norte, a vila de Alter do Chão, em Santarém (PA), deverá ser o destino de praia fluvial mais procurado. Segundo informações do ministério, local é conhecido pelos bancos de areais alvas banhadas pelas águas transparentes do rio Tapajós. "Na busca dos turistas por destinos alternativos dentro do país, Alter do Chão desponta como tendência. De lá partem expedições de turismo de experiência nas comunidades ribeirinhas que vivem do extrativismo na floresta", acrescenta.
Seguindo para o Sul do País, Foz do Iguaçu (PR) também se reafirma como um dos destinos mais procurados, sendo seu principal atrativo as Cataratas do Iguaçu, patrimônio natural da humanidade, que recebeu 1,8 milhão de turistas em 2018, um aumento de 6% em relação ao ano anterior.
Com Diário do Nordeste