Industria Têxtil e Calçadista do Ceará, em queda

Industria Têxtil lidera a queda com 25,16%
Os setores têxtil, vestuário, de acessórios, calçados e artigos de couro foram os principais responsáveis pela queda da produção industrial cearense, no ano passado. De acordo com a pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a maior queda ocorreu nas indústrias têxtil, com índice negativo de 25,16%. Em segundo lugar ficou o setor de calçados e artigos de couro, com desempenho negativo de 22,16% e, em terceiro, vestuário e acessórios, com queda de 11,59%.
Calçados tiveram queda 22,16%
Segundo análise do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), somente a indústria de produtos químicos (6,22%) fechou o ano com crescimento positivo, no estado. A pesquisa do IBGE aponta que as razões para o desempenho negativo dos principais segmentos industriais do Ceará residem no fato de se tratar de atividades que sofrem com a elevada concorrência interna e externa, bem como são influenciadas pelas flutuações cambiais e por crises externas, que afetam a demanda por seus produtos, sobretudo nos últimos quatro anos.
A pesquisa do IBGE aponta ainda que as atividades têxtil, vestuário, acessórios, calçados e artigos de couro encontram-se em queda em todas as regiões brasileiras, sobretudo nos estados onde elas têm peso significativo na indústria local e na economia como um todo, como é o caso do Ceará. Observa-se também que a indústria de alimentos e Bebidas, com maior peso, fechou o ano de 2011 com um pequeno declínio de 1,24%.

Salário mínimo
De acordo com a analista do Ipece, Eloísa Bezerra, uma das causas do declínio das atividades industriais está ligada à instabilidade econômica que vem enfrentando alguns parceiros comerciais externos, sobretudo para as atividades que destinam parte da produção ao exterior, como é o caso dos setores já citados. “Além disso, essas atividades enfrentam problemas de concorrência, bem como de flutuação do câmbio e têm peso na indústria local e na economia como um todo”.
Para ela, no entanto, a recuperação da safra agrícola, principalmente da castanha de caju e frutas, será um ponto positivo para a Indústria de Transformação cearense, em 2012, uma vez que se constituem em matérias-primas importantes para esta atividade, “especialmente para as indústrias de alimentos e bebidas, que têm peso expressivo na composição do produto industrial”.
Para o economista Júlio Gomes de Almeida, do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), de São Paulo, a indústria tende a se recuperar mais rápido no Sudeste, que nas outras regiões do País. Isso porque as indústrias da região deverão responder com mais intensidade às medidas de estímulo anunciadas pelo governo, como redução dos juros e incentivos fiscais. “No Nordeste, o único alívio virá do aumento do salário mínimo”, diz.
Além do Ceará, também apresentaram recuo na produção industrial os estados da Bahia (-4,4%) e Santa Catarina (-5,1%), bem como a região Nordeste (-4,7%).(BS)




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