segunda-feira, 25 de março de 2013

Dívidas em março atingem 66,9% dos fortalezenses

Financiamento bancário lidera o rank
Durante o mês de março, pelo menos 66,9% dos fortalezenses mantiveram algum tipo de dívida. O resultado faz parte de levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Comércio (IPDC), órgão vinculado à Federação do Comércio do Estado do Ceará (Fecomércio). Em comparação com fevereiro, quando 67,1% da população tinham dívidas, o índice teve decréscimo de 0,2 %
Apesar de indicar uma queda no número de endividados, o resultado segue como o segundo maior dos últimos doze meses, atrás apenas de fevereiro (67,1). De acordo com o levantamento, o resultado foi impulsionado principalmente devido à utilização do crédito, sobretudo financiamento bancário, para o consumo no início do ano. Ainda que concentrada em curto prazo, ela representa 76,3% das dívidas em prazos inferiores há um ano.
Uma das explicações disso, aponta o levantamento, é o padrão de consumo, ainda limitado pela baixa renda do consumidor local. A compra de alimentos, itens de higiene pessoal e limpeza comprometeu 33% do orçamento familiar; a aquisição de artigos de vestuário, 19,2%; gastos com educação e saúde, 23,3%; eletroeletrônicos, 21,9%; e as despesas com aluguel, 7,7%.
Para Alex Araújo, economista do IPDC, o resultado não necessariamente preocupa, se levarmos em conta o fato de grande parte das compras estão relacionadas à dividas de curto prazo. Com valor médio estimado em R$ 1.036 e prazo médio de seis meses, as dívidas comprometeram cerca de 28,0% da renda familiar dos consumidores com o seu pagamento.
Já em relação a esse indicativo, o economista afirma que os consumidores precisam demandar maior atenção. Apesar de ser um indicativo que depende, segundo Araújo, da renda média de cada família, ele se torna relevante por estar relacionado ao consumo corrente das famílias. Utilizando o crédito como forma de pagamento, 45,8% dos entrevistados o fizeram para a compra de itens de alimentação.
A margem para imprevistos, segundo Araújo, deve sempre ser considerada pelo consumidor. Em uma situação de emergência, as reservas orçamentárias precisam estar disponíveis às famílias. O que se torna mais difícil quando se tem o orçamento comprometido, afirma o economista. “O ideal é que tenhamos uma cultura financeira e se poupe dinheiro como forma de complementar o consumo e o planejamento orçamentário”, completa.

Dívidas em atraso
Houve redução também no número de consumidores com contas ou dívidas em atraso. O percentual de março ficou em 16,7% frente aos 17% de fevereiro. O resultado foi influenciado pela queda na taxa de endividamento dos consumidores com renda familiar entre cinco e dez salários mínimos.
A proporção de consumidores que não terão condições financeiras para honrarem seus compromissos sofreu redução de 0,9 pontos percentuais ficando em 4,4% em março. Entre os perfis dos consumidores inadimplentes, há preponderância do gênero feminino (5,1%) , com idade entre 25 e 34 anos (5,7%) cuja renda familiar é inferior a cinco salários mínimos (5,0%).
Em relação a questão orçamentária, pelo menos 78,7% dos entrevistados afirmaram fazer orçamento mensal e acompanhar eficazmente seus gastos. 12,2% dos entrevistados informaram não possuir orçamento e 9,1% relataram que fazem orçamento dos rendimentos, mas sem controle eficaz dos gastos.

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