quarta-feira, 26 de junho de 2013

Mobilidade Urbana

A linha VLT Parangaba-Mucuripe está na prioridade do projeto
O Governo do Ceará vai apresentar à União três projetos de mobilidade urbana com a finalidade de pleitear parte dos R$ 50 bilhões anunciados pela presidente Dilma Rousseff, na última segunda-feira, no Pacto pela Mobilidade Urbana. As propostas estão orçadas em R$ 2,1 bilhões e irão contemplar investimentos no modal metroferroviário.Caso consiga os recursos, a linha Oeste, que liga o Centro de Fortaleza a Caucaia, irá receber a maior parte das intervenções. A proposta é duplicar e ampliar essa linha até o porto do Pecém. Com o projeto, seriam construídos mais 54 quilômetros de linha férrea. O Governo também incluiu a proposta de eletrificação do ramal Parangaba-Mucuripe, que está em obras, e seria operado, inicialmente, com Veículo Leve sobre Trilho (VLT).Os projetos do governo vão na contramão das propostas defendidas por empresários do transporte urbano. Entidades como a Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) sugerem que os projetos para o modal rodoviário sejam priorizados. Segundo o presidente da NTU, Otávio Cunha, um exemplo são os corredores exclusivos para ônibus.Segundo ele, os investimentos em vias restritivas dão retorno imediato, ao contrário de obras do modal metroferroviário, que demoram para serem executadas e concluídas. Conforme o presidente da NTU, cerca 1.200 quilômetros de faixa exclusiva serão implantadas em 25 cidades brasileiras com recursos da ordem de R$ 8,4 bilhões”.“Muita coisa pode ser feita, a gente precisa só garantir que esses recursos sejam aplicados em projetos que tenham maturação mais rápida. O ideal seria garantir a maior parte desses recursos para os corredores exclusivos. Isso a gente pode traduzir, muito rapidamente, em melhoria do serviço”.De acordo com Paulo Porto, executivo do grupo Guanabara, os corredores implantados em Fortaleza deram resultado, aumentando em 35% a velocidade das linhas de ônibus. Ele argumenta que é inviável aumentar a frota de ônibus tendo em vista os congestionamentos.“Faixa exclusiva para os ônibus é uma medida simples, que deveria ser ampliada e priorizada. Elas podem melhorar, consideravelmente, o transporte público no curto prazo. No modal metroferroviário, as obras são sempre caras e demoradas. Não adianta esperar o metrô para quatro ou cinco anos. Não tem sistema de metrô bom, sem um sistema de ônibus bom”.

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